9 de novembro de 2018

Livro ~ Uma casa no fundo de um lago


Parece que o título é maior que o mais novo lançamento de Josh Malerman aqui no Brasil, isso por que o novo romance publicado pela Editora Intrínseca além de ter apenas 159 páginas, é apresentado ao leitor em um formato um pouco menor que os dois primeiros livros já publicados do autor.

Na história, garoto convida garota para um primeiro encontro se aventurando em um passeio de canoa por um lago deslumbrante. Ambos não sabiam que debaixo d'água havia um segredo que, ao descobrirem, mudaria para sempre suas vidas. Um segredo deslumbrante e perigoso. Enquanto exploram aquela casa submersa no fundo do lago, cômodo a cômodo, combinando de não perguntar como e o por que tudo está ali, eles se esquecem da possibilidade de haver uma terceira pergunta que poderá ser bem mais perigosa para eles.

Mas isso é bom?

James e Amélia são dois adolescentes característicos, ambos transmitem as emoções que um garoto ou uma garota passa durante o seu primeiro encontro, ressaltando demais a insegurança de cada um deles (constantemente, o que me deixou um pouco entediado) enquanto se aventuram em um encontro fora do padrão. Então, se ao ler o livro, o foco for o relacionamento do casal, o leitor terá uma grande decepção, já que tudo soa muito clichê com muitos "disse-me-disse" em forma de pensamentos - neuras próprias dos personagens.

Porém, e para mim esse é o foco principal, ao descobrirem a casa e então começarem a desbravá-la, a história ganha um novo sentido e então somos submersos (literalmente) em várias experiências sinestésicas que até hoje só encontrei nos livros de Malerman. Com aquela necessidade em descobrir o que há no próximo cômodo, as limitações dos personagens por estarem debaixo d'água, sem muitos recursos e com as dificuldades que isso apresenta (escuridão, falta de ar, movimentos lentos, o desconhecido), confesso que fiquei sem fôlego em algumas partes do livro e cheguei a olhar em volta para me certificar que não havia nada me observando enquanto lia.



Claro que o ritmo não é tão intenso como em Caixa de Pássaros - Não abra os olhos (Bird Box), porém consegue trazer aquele arrepio na espinha e a necessidade de solucionar o mistério que envolve essa casa descoberta em um lugar tão inesperado como o fundo de um lago, junto com os personagens.

Comparando com os outros livros do autor, já lançados no Brasil, minha classificação ficaria assim:

1º lugar: Caixa de Pássaros (Bird Box)
2º lugar: Uma casa no fundo de um lago
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Piano Vermelho deveria entrar aqui... mas é muito ruim para ter uma classificação :(

O autor tem outros romances escritos (mas ainda não publicados) e alguns que já foram publicados lá fora, entre eles:


E claro, não podemos esquecer que já foi confirmado e será lançado no dia 21/12/2018 a adaptação de Caixa de Pássaros (Bird Box) na Netflix, estrelado por ninguém menos que Sandra Bullock... então senta e espera, por que vem sucesso por aí.





1 de novembro de 2018

(Sorteio) Em nossa próxima vida + marcadores

Obaaa...

Voltamos com os sorteios do Blog. Confira só:


Prêmios:

- Livro "Em nossa próxima vida"
- 10 marcadores sortidos

Informações:

- Curtir a página do Blog EP (Bitch's Book);
- Deixar um comentário nesse post dizendo "Participando";
- Ter endereço de entrega no Brasil;
- A promoção vai até dia 30/11;
- Para participar basta ir seguindo as regras e preenchendo o Rafflecopter abaixo;
- Será apenas 1 ganhador;
- O Prêmio será enviado pelo blog em até 30 dias após o sorteio;
- Caso o ganhador não responda o e-mail que será enviado no prazo de 3 dias, esse perderá a chance e será realizado novo sorteio.

a Rafflecopter giveaway
Boa sorte a todos :)

26 de outubro de 2018

Impressões sobre A Maldição da Residência Hill


A nova aposta da Netflix tem dividido opiniões. Colocada recentemente na grade de programação do streaming, essa série com 10 episódios que acompanham a vida de uma família após se mudar para uma casa cheia de segredos nos leva a lugares já visitados antes. Isso porque o tema casa amaldiçoada não é bem algo inédito. 

Para quem já viu filmes ou séries como A Colina Escarlate, A Mansão Winchester, 13 Fantasmas, Evocando Espíritos, American Horror Story: Murder House e muitos outros, não se surpreenderá tanto com essa série. 

Plot: Família vai morar numa casa por determinado tempo para reformá-la e ganhar dinheiro com sua venda, porém coisas estranhas começam a acontecer e isso começa a modificar os planos, levando a um suicídio suspeito de um dos membros da família. Já adultos, os integrantes precisam levar suas vidas convivendo com seus fantasmas do passado. A grande reviravolta acontece quando um deles retorna a casa e tudo recomeça.

Mas isso é bom?

De certa forma eu gostei da série, claro que não teve como deixar de comparar com Murder House, porém achei interessante os loopings temporais que ligavam o passado ao presente, fazendo com que aos poucos fossemos descobrindo o que realmente estava acontecendo na história. Confesso que quase desisti ao ver o primeiro episódio, achei ele bem confuso e não entendi muito bem onde a história queria levar, porém isso é algo importante para o desenrolar da história, porque ao longo da série os pontos começam a se ligar e tudo passa a fazer sentido.

Contudo...

Um dos pontos mais negativos foi que, depois da série nos apresentar toda a história, uma das personagens narra uma explicação não deixando margem para a imaginação do telespectador (ou seriespectador... hehe). Tipo, você vai encaixando todas as peças do quebra-cabeça, capítulo a capítulo, aí no final, quando está faltando só uma peça, alguém chega para você, explica como deve ser montado aquele-quebra cabeça e o porque você deveria montar o quebra-cabeça.

Talvez a direção da série tenha subjugado a capacidade intelectual do seriespectador, não o achando capaz de deduzir como e porque tudo tinha acontecido na série. Se não tivesse sido feita essa cena explicativa, deixado apenas as especulações de quem estivesse assistindo, poderíamos classifica-la como boa.

Devido a isso...

A Maldição da Residência Hill é uma série com uma narrativa boa, criatividade zero e desfecho chinfrim, concluindo com um mea culpa da direção.

Em uma escala sériefila (eu tô cheio de invenções de palavrinhas nesse post) eu daria 3 Murder Houses de 10: 


Mas assistam e tirem suas próprias conclusões.



18 de setembro de 2018

O equilíbrio da vida em "Corda Bamba"


"Ei, Joe, quanto tempo que não o vejo por aqui."

Pois é galera, o Blog EP ficou em pausa por um boooom tempo. Sabe aquele negócio chamado vida, responsabilidades, boletos... crescer. Pois é, isso apaga um pouco dos nossos verdadeiros sonhos e nos limita bastante a fazer aquilo que realmente gostamos. O blog sempre foi uma válvula de escape da vida real, pois para mantê-lo eu me aventurava em todos os tipos de livros (de romance a terror, de auto-ajuda a livros acadêmicos) e, conforme fui criando novas responsabilidades fora da internet, fui me desligando aos poucos das leituras e em consequência a isso, a falta de tempo para me dedicar ao blog.

Porém, e como tudo na vida precisamos ter esse "porém", não dava mais para ficar sem ler. Eu já me sentia emburrecido ao ver que de 80/100 livros por ano, eu me reduzi a 5/6 e olhe lá. Mas como sair de uma ressaca literária ocasionada pela vida adulta?

Encontrei Corda Bamba, da autora Lygia Bojunga, por acaso na última escola que trabalhei e peguei emprestado não considerando ser minha primeira leitura nesse retorno, afinal os livros em minha estante estão se estapeando para ter minha atenção, e foi bem por acaso que comecei a lê-lo.

Para falar do livro, tenho que deixar duas coisas bem claras antes para a maioria das pessoas que mantém preconceitos literários sobre determinada obra ou gênero:

1 - Corda Bamba faz parte da literatura nacional, e apesar da autora já ser consagrada em sua carreira pelos livros que escreve desde sempre, muitas pessoas só a conhecem por causa de leituras obrigatórias em escolas. Infelizmente, para o brasileiro, nada nacional presta. Esse pensamento exportado afeta muito esse mercado e a maioria dos leitores dão preferência a autores estrangeiros, deixando de lado grandes obras de arte como esse livro.

2 - Infanto Juvenil pode ser lido por adulto sim! Talvez esse seja o gênero literário mais importante que exista, pois é através dele que as portas da leitura são abertas para os jovens. É através de uma leitura prazerosa, onde o leitor juvenil se identifica com aquilo que está lendo, que se desencadeia uma vontade bem grande para partir para outros livros. Fora que livros juvenis tem sua dose de complexidade, porém são livros de leitura fácil, com enredos gostosos e cheios de fantasia. No meu caso, Corda Bamba era o que eu precisava para sair da minha ressaca literária.

Agora, voltando a história do livro, Lygia Bojunga nos presenteia com uma reflexão sobre as forças adormecidas dentro de cada um. 

O livro narra a história de uma garota, filha de artistas circenses que caminhavam sobre a corda bamba, que é levada para morar com a avó após sofrer um trauma. Graças a isso a garota se torna reclusa em seus pensamentos e tem dificuldades para se relacionar com o próximo ou a se desenvolver na escola.

Usando uma narrativa cheia de metáforas, caminhamos pelo mundo da imaginação junto com Maria, e através de suas memórias que são escondidas atrás de portas coloridas, vamos descobrindo junto com a personagem toda a história de sua vida.

No livro temos personagens bem característicos, como a avó super protetora que tenta controlar a vida de todas, a mulher barbada que se torna uma amiga essencial, cheio de cuidados maternos para Maria, o amigo sonhador e preocupado que está sempre com ela ouvindo suas histórias, a figura masculina que faz a mediação entre as vontades da garota e sua avó incisiva e claro, a personagem principal que passa por um conflito bem grande dentro de si e encontra forças para lutar e vencer, deixando a mensagem de esperança para o leitor.

Esse livro é carregado de emoção e ensinamentos para conseguirmos superar qualquer obstáculo da vida. As portas com coisas ocultas atrás delas sempre aparecerão em nossa frente e temos que ter coragem para abri-las e enfrentar o que estar por vir, sejam elas surpresas boas ou ruins. Afinal, a vida é isso, uma enorme caminhada se equilibrando em cima de uma corda bamba.



17 de setembro de 2018

Joyland: Terror ou Romance?



Dúvida cruel para começar esse post: falar bem ou falar mal desse livro???

Não tive muitas experiências com Stephen King, afinal eu só li Under the dome (Sob a redoma), e vi alguns filmes e séries baseados em suas obras (O nevoeiro, Cemitério Maldito, A maldição do cigano, Jogo Perigoso, 1922 e Under the dome), porém me decepcionei com a maioria deles. E em relação a eles - sendo essa é minha opinião particular - não curti muito. Não que as histórias não sejam boas, pois se fosse isso ele não tinha chegado onde chegou, porém sinto uma grande falha na conclusão de suas histórias que parecem ser escrita as pressa, buscando o caminho mais fácil ou mais ilógico somente para ter um final.

Joyland, ao contrário desses já mencionados, é diferente. Tem um enredo envolvente, com personagens carismáticos, um cenário bem preparado e pasmem, um final digno. Então por que raios eu estou tendo dificuldades em definir qual é a minha opinião sobre esse livro?

Joyland - Stephen King


Gênero: Terror
Editora: Suma de Letras



Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. 
O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

***

Talvez eu tenha me empolgado com a temática do livro, criando outras expectativas para ele. Por mais que houvesse esse mistério sobre a investigação iniciada por Devin em busca do assassino da garota no trem fantasma como li na sinopse, esperava que a história se focasse mais nos fatos sobrenaturais, dando ênfase à narrativa de Linda Gray, fazendo-a ser uma parte ativa na história levando-a para o lado do horror. Mas por algum motivo o autor resolveu seguir a linha pelo lado "não macabro" e isso me causou esse estranhamento misturado à decepção.

Opiniões à parte, Joyland é narrado em primeira pessoa - pelo próprio Devin - contando, após muitos anos, sua experiência inesquecível de verão ao trabalhar em um parque de diversões tradicional nos anos de 1973 em uma cidade do interior dos EUA.

Essa seria uma história chata e sem importância se, ao se apresentar para pedir o emprego e sendo contratado sem muita resistência, não tivesse sido lhe apresentado um grande mistério que envolvia o Parque Joyland: uma verdadeira lenda urbana que envolvia o fantasma de uma garota que fora assassinada pelo seu namorado nos trilhos de um brinquedo de terror, que aparecia esporadicamente para aqueles menos afortunados.

Isso aguçou a curiosidade do nosso personagem principal, fazendo-o se empolgar ainda mais com o trabalho que exerceria ali como um "faz-tudo". Conseguindo ajuda para se adaptar com Lane, o responsável pela roda gigante, Madame Fortuna, a adivinha, e Mrs. Shaplaw, dona da pensão em que ficaria hospedada. Eles são responsáveis por familiarizar o garoto com o caso de assassinato, fazendo-o ir mais a fundo em busca de resposta para esse mistério. Porém, além de estar motivado em saber mais sobre o assassino que nunca fora pego, sua maior intenção era poder ver realmente o fantasma da garota.

De certa forma, ao ler o livro, todos esperarão uma história sobre um parque de diversão assombrado, só que, assim como eu, terão uma surpresa muito grande!!! Outros personagens aparecem na trama para reforçar todo o pano de fundo que Stephen King prepara, até trazer um desenrolar que muitos não esperariam.

Confesso que, por ser viciado em romances policiais, não me surpreendi muito com o desfecho. Achei bem óbvio e até previsível. Mas o livro não é sobre a solução de um assassinato, muito menos terror ou até mesmo um drama. O livro é uma mistura até que perfeita disso tudo que só mesmo King para apresentar  e presentear algo assim a nós, meros leitores.





13 de setembro de 2018

Nem os santos conseguiram "salvar" A Freira


Expectativa: ☺☺☺☺☺
Realidade: ☺☺

Desde o último filme da franquia Invocação do mal, onde foi introduzido a personagem Valak na história, a expectativa criada em cima de uma criatura assustadora que assumia a forma de uma freira era a de que poderíamos esperar um filme assustador que tiraria o sono de muitos. Porém, após ser anunciado as gravações e a estreia de "A Freira" (La Monja) para o cinema de 2018, com todas  as informações e trailers que foram disponibilizados antes de chegar as telonas, essa expectativa foi se dissipando.

Lançado em 06 de setembro de 2018 (6/9... uhnnnnn), a história por trás da entidade que apareceu em Invocação do Mal 2, nos leva para um convento na Romênia onde uma uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento num campo de batalha.

Até aí tudo bem, mas...

É então que os erros começam a aparecer. O roteiro em si é bem redondinho, temos a apresentação da história, o momento de tensão e o fechamento com a resolução, porém a forma como o filme é levado cai em um enorme clichê com cenas de humor fora de hora, sustos encomendados com uma pausa de silêncio e depois um estrondo com a aparição de algo assustador, entrega gratuita da história sem fazer o personagem ou o telespectador buscar por respostas, falta de resistência para se livrar de uma situação difícil e muitos outros pequenos erros que fizeram um filme de terror de transformar em quase duas horas de sono em uma sala de cinema.

Para aqueles que gostam de um terror leve, com história fácil e sustos pastelões (haha... nova categoria de susto) vale a pena conferir esse filme nas telonas. Mas para aqueles que gostam de uma história mais intensa, com um roteiro elaborado e sustos que mexam com o psicológico, não gastem seu rico dinheirinho com um ingresso que atualmente está no valor de um rim.


 

28 de setembro de 2015

Homofobia disfarçada



Hey amigos,

Outro dia em uma festa, ouvi a seguinte frase: "Eu não tenho preconceito com gays, mas se tivesse visto eles se beijando chamaria a atenção na hora."

Uma mãe sobre as amizades de sua filha de vinte anos: "Não me importo que ela tenha amizade com gays, mas não quero que usem de sua ingenuidade para se aproveitar dela"

Recentemente, enquanto olhava a timeline do meu Facebook perto de uma amiga, me surpreendi ao passar pela foto onde um casal gay se abraçava e ela soltou a seguinte pérola: "Nossa, são tão lindos. Que desperdício!"


Então você pode estar pensando: "Opa, isso não é nada demais. Eu também não gosto de ver dois homens ou duas mulheres se beijando na minha frente. Tampouco vou mentir que os caras mais lindos são gays e é um grande desperdício para nós, mulheres". Porém, o que ninguém leva em conta é como isso se torna prejudicial para uma minoria que já é bastante agredida pelo preconceito existente em nosso país.

Você pode não perceber, por talvez já estar acostumado a isso, mas dizer que não tem preconceitos e logo após arrematar com uma dessas ideias tão limitadas, se iguala a qualquer um que não aceita de forma alguma a relação entre pessoas do mesmo sexo.

É muito difícil amar alguém e ter medo de demonstrar esse amor pelas consequências que podem resultar de uma troca de carinho em público ou do simples fato de se assumirem. Pode parecer algo distante, mas a cada hora vários homossexuais são agredidos, privados de direitos básicos, como a locação de uma casa ou a hospedagem em um quarto de hotel, em muitos lugares não são aceitos em igrejas por suas "condições pecaminosas", perdem empregos ao serem descobertos por seus patrões, são assediados, marginalizados, expulsos de casa e se veem excluídos da sociedade ao ver o governo aprovando leis absurdas que só fomentam o ódio por essa minoria.

Aqui eu fujo um pouco do assunto para falar sobre a medida que foi aprovada, onde somente um casal entre homens e mulheres serão considerado como família, de acordo com nossa "sociedade tradicional". Logo após isso, vi uma enxurrada de protestos em imagens, posts e matérias indo contra essa medida, afirmando que "família é baseada em amor, não em gênero". Porém, muitas dessas pessoas que vi compartilhando algo assim, são as mesmas que mantém essa homofobia disfarçada: "Não me importo que casais gays montem família, mas por favor, guardem isso somente dentro de suas residências. Quando estiverem em público, ajam como pessoas normais e héteros, pois não acho legal vocês demonstrarem seu amor em público".

Portanto, comentários como esses são completamente dispensáveis. Se você tem amigos gays ou convive com algum, evite expressar opiniões desse tipo. Você não precisa aceitar as escolhas de outras pessoas, assim como ninguém precisa aceitar suas escolhas, contudo o respeito é fundamental para qualquer relacionamento saudável entre os seres que no planeta são considerados como "racionais". 






Um paralelo entre a esquizofrenia e o filme "Uma mente brilhante"

Hey amigos,

"É somente nas misteriosas equações do amor, que alguma lógica pode ser encontrada.

UMA MENTE BRILHANTE - Russell Crowe

Duração: 135 minutos
Gênero: Drama

Sinopse: O filme é baseado no livro A Beautiful Mind: A Biography of John Forbes Nash Jr., de Sylvia Nasar. O filme conta a história real de John Nash que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade. Brilhante, Nash chegou a ganhar o Prêmio Nobel. Diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos, Nash enfrentou batalhas em sua vida pessoal, lutando até onde pôde. Como contraponto ao seu desequilíbrio está Alicia (Jennifer Connelly), uma de suas ex-alunas com quem se casou e teve um filho.

Fazer um paralelo entre o filme “Uma mente brilhante” e os sintomas da esquizofrenia requer um pouco de conhecimento sobre essa doença. Esse transtorno se caracteriza pelas distorções da percepção e de características fundamentais à realidade, fazendo o portador, em muitos casos, manter-se com a consciência clara, porém com déficits cognitivos em determinados momentos. Os casos mais comuns se dão através de ecos do pensamento, a percepção delirante, vozes alucinatórias e sintomas negativos.

No filme, o personagem principal, professor John Forber Nash, apresenta-se como uma pessoa antissocial e uma frieza característica que desperta o afastamento das pessoas. Pelo distúrbio que possuía, John vivia histórias paralelas entre a vida real e as histórias criadas em sua mente. Tanto que, a princípio é difícil notar seus delírios, que vão se delineando ao intensificar sua mania de perseguição.

Pensando estar em uma operação secreta para desvendar códigos no período da Guerra Fria, ele vai se tornando uma pessoa paranoica e agitado, achando que está sendo perseguido. É quando ele internado que recebe o seu diagnóstico de esquizofrenia. Então inicia-se o tratamento com remédios e até eletrochoque durante algum tempo, até ele ir se dando conta de que tudo aquilo era fruto de sua imaginação. 

É comum em casos masculinos a esquizofrenia se apresentar entre os 20 e 25 anos de vida. No filme, Nash começa a apresentar os sintomas após um ano de casamento, por volta dos seus 29 anos. Isso faz com que ele largue sua carreira e viva em função do tratamento, resultando em êxito.

Sem o tratamento adequado, a esquizofrenia pode resultar em problemas emocionais, comportamentais e de saúde graves, assim como problemas jurídicos e financeiros que afetam de forma negativa da pessoa. Isso pode resultar em suicídio, isolamento social, ansiedade e fobia, depressão, conflitos familiares, agressividade, entre outros.

Não existe uma forma conhecida para evitar a esquizofrenia. Para um tratamento mais eficaz, as pessoas devem reparar nos sintomas mais conhecidos para obterem maior sucesso no controle desse distúrbio. Muitos pacientes conseguem levar uma vida normal seguindo o tratamento com medicações e terapias.



20 de setembro de 2015

Uma lição sobre coincidências - Conheça "Ela não é invisível"


Hey amigos,

"Invisível? Não, ninguém iria querer ser assim. Sem que ninguém notasse sua presença ou falasse com você. No fim das contas, acabaria sendo solitário demais."


Por mais que alguém diga que é totalmente antissocial, seu sentido de existência e sobrevivência a obriga ser notada por alguém, nem que seja de sua própria família. Porém, quando vemos a história por uma perspectiva diferente, a de alguém que não tem escolha e já nasce com um grande desafio a ser enfrentado onde, mesmo que ela queira ser vista, muitos a ignoram, percebemos como somos dependentes de atenção.

O livro a seguir não fala apenas de aceitação e superação de algum preconceito por causa da deficiência visual da personagem principal, mas ele é bem mais profundo, com uma mensagem intrigante que vale a pena ler cada capítulo.

ELA NÃO É INVISÍVEL - Marcus Sedgwick

Nº de Páginas:256
Editora: Galera Record

Sinopse: Laureth é uma adolescente cega de 16 anos, e seu pai é um autor conhecido por escrever livros divertidos. De uns tempos pra cá, ele trabalha em uma obra sobre coincidências, mas nunca consegue termina-la. Sua esposa acha que ele está obcecado e prestes a ter um ataque de nervos. Laureth sabe que o casamento dos pais vai de mal a pior quando, de repente, seu pai desaparece em uma viagem para a Áustria e seu caderno de anotações é encontrado misteriosamente em Nova York.
Convencida de que algo muito errado está acontecendo, ela toma uma decisão impulsiva e perigosa: rouba o cartão de crédito da mãe, sequestra o irmão mais novo e entra em um avião rumo a Nova York para procurar o pai. Mas a cidade grande guarda muitos perigos para uma jovem cega e seu irmãozinho de 7 anos.

Esse é o primeiro livro do autor que leio. Buscando algumas inspirações, achei o título bem intrigante e comecei a lê-lo sem esperar nada (mentira, todo mundo que começa a ler um livro espera encontrar algo, mas não tinha nenhum ponto de referência do que esperar da história). O autor tem uma temática de escrita bem interessante, pois ao mesmo tempo que ele narra a história da personagem, somos apresentados diversos fatos sobre algum assunto em questão, que no caso do livro foram as "coincidências".

Após receber um e-mail vindo de alguém de Nova York, Laureth (nossa protagonista) descobre que o caderno de escrita de seu pai fora encontrado perdido na cidade. Ele, que é um grande autor conhecido pelos seus livros engraçados, entrou em decadência ao buscar escrever livros com temas mais complexos, isso resultou em uma perda significativa de prestígio e ocasionou diversas brigas em sua casa esfriando a relação com sua esposa. Como da última vez que vira o pai ele disse que ia para Suíça ou outro país semelhante com o intuito de buscar novas ideias para os eu livro, ela não entendeu como o livro fora parar em outro continente.

Levada por sua confiança e pela esperança de rever o pertence tão valioso de seu pai, Laureth - uma garota de apenas dezesseis anos e cega - embarca em uma jornada perigosa ao lado de seu irmão de sete anos, até a grande cidade de Nova York, onde juntos tentarão descobrir o que houve com o seu pai e também para resgatar o seu livro.

Porém, uma onda de coincidências a fará pensar em todas as teorias malucas que seu pai a apresentou ao longo de sua vida enquanto ela vai chegando a uma terrível conclusão: todos os autores que eram obcecados pelas coincidências terminaram sua vida de forma bem trágica comendo algum tipo de suicídio. Agora tudo dependia do tempo e da sorte para conseguir encontrá-lo antes que o pior acontecesse... 

Esse é um livro cheio de passagens emocionantes ao qual faz o leitor refletir sobre a importância da vida, do amor e de suas convicções. Os personagens são cativantes e o livro me proporcionou vários momentos de risadas e suspiros. Uma leitura agradável, cheia de reviravoltas e o mais interessante, com alguns fatos verídicos que torna a escrita do autor bem intelectual. Vale a pena conferir.



14 de setembro de 2015

Um livro para se ouvir? Conheça "A playlist de Hayden"

Hey amigos,

Se você soubesse que esse seria o último dia de vida do seu melhor amigo, o que faria? Sairia para fazer várias loucuras pela cidade, montaria uma wish list e tentaria realizá-la até o fim do dia, embarcaria em uma viagem para um lugar mágico ou simplesmente passaria as últimas horas abraçado a ele registrando cada momento em sua memória para reviver sempre que sentisse saudade?

A PLAYLIST DE HAYDEN - Michelle Falkoof

Nº de páginas: 288
Editora: Novo Conceito

Sinopse: Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente. Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava. A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.


Imaginei que esse seria um livro completamente diferente ou pelo menos intrigante como "Os 13 porquês", já que a história trataria de suicídio junto com uma playlist que poderia ser a explicação do que levou Hayden a se matar, mas tudo foi tão insosso e superficial que até agora me pergunto o que me levou a concluir essa leitura. Até cheguei a ouvir as músicas que iniciavam cada capítulo para ver se encontrava algum sentido, porém tudo ficou muito vazio e mal construído.

Depois de uma discussão em uma festa com seu melhor amigo, Sam volta para casa ainda com raiva, mas tranquilo, por saber que tudo ficaria bem na manhã seguinte. O que ele não esperava era que, outros fatores fariam esse amigo tirar sua própria vida e deixar uma mensagem sem sentido em forma de uma playlist gravada em um iPhone. 

Pensando ter alguma informação que minimizasse sua culpa pela morte dos eu amigo, Sam ouve música por música enquanto vai descobrindo um Hayden que nunca vira, através de uma nova amiga que fizera, ao qual começa a lhe dar suporte para conseguir superar  esse estágio. Enquanto isso acontece, alguns valentões que provocavam todos na escola, começam a sofrer ataques misteriosos ao qual dá a Sam a incerteza da morte de seu amigo.

Pensando se tratar de algo sobrenatural, ele começa a desconfiar de si mesmo quando em um jogo, o usuário do seu amigo começa a conversar com ele como se nada tivesse acontecido, e premeditando o que aconteceria com os responsáveis pela sua morte.

A história é bem fraca e bastante previsível. Não consegui encontrar a superação, a luta pelo bullying ou o amor à família como vi muitos leitores falando sobre. Sinceramente faltou intensidade nos acontecimentos e talvez o apelo emocional. E até agora fico me perguntando: QUE PORRA DE SENTIDO TEM A PLAYLIST PARA A HISTÓRIA?